Tipos de telhado e formas de fixação
A boa notícia é que a maioria das coberturas aceita placas solares. O que muda de um telhado para outro é a estrutura de fixação usada para prender os módulos com firmeza e sem comprometer a cobertura. Por isso, identificar o tipo de telhado é o primeiro passo de qualquer preparação.
Cerâmica, metálica, fibrocimento e laje
Cada material pede uma solução de fixação diferente. Nas telhas cerâmicas, é comum o uso de ganchos que se apoiam na estrutura de madeira sob as telhas. Em coberturas metálicas, os módulos costumam ser fixados com perfis e grampos próprios para o perfil da telha. No fibrocimento, usam-se parafusos e suportes específicos, e na laje é comum a estrutura com base e inclinação para dar o ângulo adequado aos módulos.
O importante é que a fixação seja compatível com o material e mantenha a vedação da cobertura. Uma fixação mal executada pode gerar pontos de infiltração, por isso essa etapa faz parte de uma boa instalação de energia solar.
O que avaliar antes da instalação
Antes de fixar qualquer módulo, é preciso olhar para o estado geral do telhado. As placas ficam sobre a cobertura por muitos anos, então a preparação começa por garantir que a base esteja saudável.
Estrutura, idade e infiltração
A estrutura precisa suportar o peso adicional dos módulos e das estruturas de fixação, que é distribuído, mas real. Telhados muito antigos, com madeira comprometida ou telhas frágeis, merecem uma avaliação mais cuidadosa. Sinais de infiltração, manchas de umidade no forro ou telhas quebradas indicam pontos que valem a pena resolver antes, evitando ter que mexer nas placas depois.
Sombreamento e obstáculos
Sombra é inimiga da geração. Árvores altas, caixas d'água, chaminés, muros e construções vizinhas podem projetar sombras sobre parte do telhado ao longo do dia. Mesmo uma sombra parcial reduz o desempenho dos módulos afetados. Por isso, a análise de sombreamento ajuda a escolher as áreas mais livres e a posicionar os módulos onde recebem mais luz.
Orientação e inclinação ideais
A forma como o telhado está voltado influência diretamente quanto sol as placas recebem. No hemisfério sul, onde fica o Brasil, faces voltadas para o norte tendem a receber mais radiação ao longo do dia, o que costuma favorecer a geração.
Isso não quer dizer que outras orientações não funcionem. Telhados voltados para leste ou oeste também geram energia, ainda que com um comportamento diferente ao longo do dia. Quanto à inclinação, ângulos próximos à latitude do local costumam ser bons pontos de referência, mas a própria inclinação do telhado já resolve boa parte dos casos. Quando o telhado é muito plano, como em lajes, estruturas com inclinação ajudam a dar o ângulo adequado. Cada situação é analisada no projeto fotovoltaico.
Espaço necessário no telhado
A área livre disponível define quantos módulos cabem e, com isso, o quanto o sistema pode gerar. O número de placas depende do consumo do imóvel, calculado no dimensionamento. Para entender onde o tempo e o espaço são gastos, ajuda visualizar os pontos principais que a avaliação considera: