Guia técnico

Instalação e homologação de energia solar

Da vistoria inicial até a conexão com a rede: entenda cada etapa da instalação de um sistema fotovoltaico e o que significa homologar o sistema junto a distribuidora.

Instalação e homologação de energia solar

Instalar um sistema fotovoltaico envolve duas frentes que caminham juntas: a montagem física dos equipamentos e o processo administrativo que autoriza a conexão com a rede elétrica. A instalação coloca módulos, inversor e cabeamento no lugar; a homologação e o tramite junto a distribuidora que valida o projeto, libera o acesso e habilita o sistema no regime de geração distribuida. Um sistema só pode gerar e injetar energia na rede depois que a distribuidora aprova o acesso e troca o medidor.

Visão geral do processo

Um projeto de energia solar conectado a rede (on-grid) segue uma sequência previsivel de etapas. A ordem pode variar em detalhes conforme a distribuidora e o porte do sistema, mas o fluxo geral e o mesmo: avaliar o local, projetar o sistema, pedir autorização a distribuidora, instalar, passar por vistoria e trocar o medidor, e finalmente conectar. Cada etapa depende da anterior, por isso o acompanhamento técnico ao longo de todo o processo evita retrabalho e reprovações.

As etapas da instalação e da homologação

  1. 01

    Vistoria técnica no local

    Antes de qualquer projeto, o local e avaliado: tipo e estado do telhado ou estrutura, orientação e inclinação, área útil, sombreamento ao longo do dia, ponto de conexão e condições do padrão de entrada. Essa vistoria define se ha necessidade de adequações e serve de base para o dimensionamento.

  2. 02

    Projeto do sistema

    Com os dados da vistoria e o historico de consumo, define-se a potência do sistema, a quantidade de módulos, o inversor e o arranjo elétrico. O projeto fotovoltaico reune diagramas, memorial e as especificações técnicas exigidas pela distribuidora. Veja mais em projeto fotovoltaico.

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    Solicitação de acesso a distribuidora

    Antes de energizar, o projeto e submetido a distribuidora por meio da solicitação de acesso. A concessionaria analisa a documentação e as condições do ponto de conexão e emite um parecer de acesso, que autoriza (ou condiciona) a conexão. Os prazos e formularios variam conforme a distribuidora responsável pela área.

  4. 04

    Instalação física

    Aprovado o acesso ou conforme o fluxo da distribuidora, executa-se a montagem: fixação das estruturas, dos módulos, instalação do inversor, cabeamento em corrente contínua e alternada, dispositivos de proteção e aterramento. A execução segue normas técnicas e boas práticas de seguranca. Saiba mais em instalação de energia solar.

  5. 05

    Vistoria e troca do medidor

    Concluida a instalação, a distribuidora realiza a vistoria da unidade e, estando tudo conforme, substitui o medidor por um modelo bidirecional, capaz de registrar tanto a energia consumida quanto a injetada na rede. Eventuais pendências apontadas na vistoria precisam ser corrigidas antes da liberação.

  6. 06

    Conexão e início da operação

    Com o medidor bidirecional instalado e a liberação formal da distribuidora, o sistema e energizado e passa a operar. A partir dai, a energia gerada e consumida na própria unidade e o excedente é injetado na rede, gerando créditos dentro das regras de geração distribuida.

O que é homologação

Homologar um sistema fotovoltaico e obter, junto a distribuidora, a autorização formal para conectar o gerador a rede e operar no regime de geração distribuida. E um processo essencialmente administrativo e técnico: envolve a análise do projeto, a solicitação de acesso, a vistoria e a substituição do medidor. Enquanto o sistema não esta homologado, ele não pode ser conectado nem injetar energia na rede pública.

Geração distribuida em termos gerais

A geração distribuida e o modelo em que o consumidor produz a própria energia a partir de uma fonte como a solar, no mesmo local de consumo ou em local vinculado. Quando a geração supera o consumo instantaneo, o excedente é injetado na rede e convertido em créditos de energia, que podem abater o consumo em outros momentos, dentro das regras vigentes. Esse mecanismo e o motivo pelo qual a troca por um medidor bidirecional é necessária: e ele que contabiliza o que entra e o que sai.

As regras de geração distribuida são definidas em ambito nacional e operacionalizadas por cada distribuidora. Detalhes como prazos de análise, validade dos créditos e procedimentos específicos dependem da concessionaria responsável pela sua área e podem mudar com o tempo.

Documentos tipicos

A lista exata varia conforme a distribuidora e o porte do sistema, mas alguns documentos costumam ser recorrentes:

  • Projeto do sistema - diagramas, memorial descritivo e especificações técnicas dos equipamentos.
  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) - emitida pelo responsável técnico, vincula o profissional a execução do projeto e da obra.
  • Formulario de solicitação de acesso - no modelo exigido pela distribuidora.
  • Dados do titular e da unidade consumidora - número da instalação, titularidade e dados cadastrais.
  • Fichas técnicas e certificações dos equipamentos - módulos e inversor, com certificação aplicavel.

A conferência cuidadosa desses documentos antes do envio reduz reprovações e pedidos de complementação, que são as causas mais comuns de atraso no processo.

Técnico instalando módulos fotovoltaicos em uma estrutura de telhado - Instalação e homologação de energia solar

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre instalar e homologar um sistema fotovoltaico.

Qual a diferença entre instalação e homologação?

A instalação e a montagem física do sistema: módulos, inversor, cabeamento e proteções. A homologação e o processo administrativo junto a distribuidora que analisa o projeto, autoriza a conexão a rede e habilita o sistema no regime de geração distribuida. São etapas complementares e ambas são necessarias para o sistema operar de forma regular.

Quanto tempo leva para homologar um sistema?

Os prazos dependem da distribuidora responsável pela área, do porte do sistema e da conferência da documentação. Cada concessionaria segue regras próprias de análise e vistoria, então o prazo real deve ser confirmado junto a distribuidora do seu ponto de conexão. Documentos completos e corretos ajudam a evitar atrasos.

Quais documentos são necessarios?

De forma geral: o projeto do sistema, a ART do responsável técnico, o formulario de solicitação de acesso, os dados do titular e da unidade consumidora e as fichas técnicas dos equipamentos. A relação exata e definida pela distribuidora e pode variar conforme o porte do sistema.

Posso usar o sistema antes da homologação?

Não. A conexão com a rede só pode ser energizada após a aprovação do acesso, a instalação do medidor bidirecional e a liberação formal da distribuidora. Operar o sistema conectado a rede antes disso e irregular e pode gerar riscos de seguranca.

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