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Orientação e inclinação dos módulos solares

A orientação e a inclinação dos módulos solares influenciam quanto cada placa gera ao longo do ano. Veja por que a face norte se destaca no hemisfério sul, qual inclinação faz sentido e o que fazer quando o telhado não é ideal.

Orientação e inclinação dos módulos solares

No hemisfério sul, a face voltada para o norte geográfico tende a gerar mais ao longo do ano. A inclinação próxima à latitude local ajuda no rendimento, mas faces voltadas para leste ou oeste ainda funcionam, com geração um pouco menor. Ou seja, o telhado ideal não é obrigatório: com bom planejamento do arranjo e das estruturas, quase todo imóvel consegue um sistema eficiente.

Por que a orientação dos módulos importa

A orientação é a direção para a qual a face do telhado, e portanto os módulos, está voltada. Ela importa porque a quantidade de irradiação que chega a cada placa depende de como o Sol percorre o céu ao longo do dia e do ano. Uma face bem orientada recebe luz direta por mais tempo e com melhor ângulo, o que se traduz em mais energia gerada.

Hemisfério sul e norte geográfico

O Brasil está no hemisfério sul. Visto daqui, o Sol descreve seu caminho um pouco deslocado para o lado norte do céu durante boa parte do ano. Por isso, módulos voltados para o norte geográfico tendem a captar mais irradiação ao longo das estações e costumam ser a primeira escolha quando o telhado permite.

Vale notar que o norte geográfico não é exatamente o mesmo que o norte indicado pela bússola, que aponta para o norte magnético. Essa diferença é considerada na hora de avaliar a orientação real de cada face do telhado no projeto.

Inclinação ideal e a latitude local

A inclinação é o ângulo dos módulos em relação ao plano horizontal. Como referência prática, uma inclinação próxima ao valor da latitude local ajuda a aproveitar bem a irradiação ao longo do ano, porque aproxima a superfície da placa da direção de onde vem a maior parte da luz solar.

Em regiões de baixa latitude, como Dourados e boa parte do Mato Grosso do Sul, esse ângulo tende a ser pequeno. Mesmo assim, costuma-se manter uma inclinação mínima nos módulos, por dois motivos simples: favorecer o escoamento da água da chuva e ajudar na autolimpeza das placas, já que a própria chuva arrasta parte da poeira acumulada. Módulos muito próximos da horizontal acumulam mais sujeira e podem exigir limpeza mais frequente.

Na prática, a inclinação final também acompanha o telhado existente. Ajustar cada placa a um ângulo diferente do da estrutura aumenta o custo e a complexidade, então o projeto busca um equilíbrio entre o aproveitamento da irradiação e a realidade do telhado.

Faces leste, oeste e telhado plano

Nem todo telhado tem uma face voltada para o norte, e isso não impede a instalação. Faces voltadas para leste recebem mais sol pela manhã, e faces voltadas para oeste recebem mais sol à tarde. Ambas geram uma quantidade útil de energia ao longo do dia, com rendimento um pouco menor do que a face norte, mas ainda assim aproveitável.

Em muitos projetos, os módulos são distribuídos entre mais de uma face para usar melhor a área disponível. Um arranjo dividido entre leste e oeste, por exemplo, tende a espalhar a geração ao longo do dia, o que pode ser interessante conforme o perfil de consumo do imóvel.

Já em telhados planos ou lajes, a superfície não define a inclinação nem a orientação por si só. Nesses casos, usam-se estruturas de fixação que permitem posicionar os módulos no ângulo e na direção desejados, geralmente voltados para o norte e com a inclinação escolhida no projeto.

O efeito do sombreamento

De nada adianta a melhor orientação se os módulos ficam na sombra em parte do dia. O sombreamento causado por árvores, prédios vizinhos, caixas d'água, antenas ou outras estruturas reduz a geração justamente nos horários em que a sombra atinge as placas.

Por isso o sombreamento é avaliado no local, observando como as sombras se movem ao longo do dia e das estações. Com essa análise, o arranjo dos módulos é planejado para reduzir o efeito das sombras, escolhendo os melhores pontos do telhado e, quando necessário, ajustando a distribuição das placas.

O que fazer quando o telhado não é ideal

É comum que o telhado não tenha a orientação ou a inclinação perfeitas, e existem caminhos para lidar com isso sem abrir mão de um bom resultado. As alternativas mais usadas são:

Aproveitar a melhor face disponível, mesmo que seja leste ou oeste; distribuir os módulos entre mais de uma água do telhado para usar bem a área; empregar estruturas de fixação em telhados planos e lajes para definir ângulo e direção; e planejar o arranjo considerando o sombreamento local. Quando a orientação ou a inclinação são menos favoráveis, o dimensionamento pode prever alguns módulos a mais para atingir a mesma meta de energia.

Todas essas decisões fazem parte do projeto fotovoltaico, em que se juntam as condições reais do telhado, o consumo do imóvel e a análise de sombreamento para definir o melhor arranjo.

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    Identificar a orientação das faces

    Verifica-se para qual direção cada água do telhado está voltada, com destaque para faces próximas do norte geográfico.

  2. 02

    Definir a inclinação

    Avalia-se a inclinação do telhado e o quanto ela se aproxima da latitude local, mantendo um ângulo mínimo para escoamento e autolimpeza.

  3. 03

    Analisar o sombreamento

    Observa-se o movimento das sombras ao longo do dia para escolher os melhores pontos e reduzir perdas.

  4. 04

    Planejar o arranjo dos módulos

    Distribuem-se as placas entre as faces disponíveis, com estruturas de fixação quando o telhado é plano, buscando o melhor aproveitamento.

Orientação, inclinação e sombreamento entram diretamente no cálculo do sistema. Para ver como esses fatores se somam ao consumo e às perdas, leia como é feito o dimensionamento de energia solar. E se quiser entender a base de tudo, veja também como funciona a energia solar.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre a orientação e a inclinação dos módulos solares.

Para que lado devem ficar voltados os módulos solares no Brasil?

No hemisfério sul, onde fica o Brasil, a face voltada para o norte geográfico tende a receber mais irradiação ao longo do ano e costuma ser a orientação preferida. Ainda assim, faces voltadas para leste ou oeste também funcionam e podem ser usadas quando o telhado não permite a orientação norte.

Qual é a inclinação ideal dos módulos solares?

Como referência, uma inclinação próxima ao valor da latitude local ajuda a aproveitar bem a irradiação ao longo do ano. Em regiões de baixa latitude, como Dourados e o Mato Grosso do Sul, mantém-se uma inclinação mínima para favorecer o escoamento da água da chuva e a autolimpeza dos módulos.

Módulos virados para leste ou oeste geram bem?

Sim. Faces leste e oeste captam mais sol em parte do dia, pela manhã ou pela tarde, e ainda produzem uma quantidade de energia útil, com geração um pouco menor do que a face norte. Muitas vezes os módulos são distribuídos entre faces diferentes para aproveitar melhor a área disponível do telhado.

O sombreamento atrapalha mesmo com boa orientação?

Sim. Mesmo com orientação e inclinação favoráveis, sombras de árvores, prédios vizinhos, caixas d'água ou antenas sobre os módulos reduzem a geração no período em que ocorrem. Por isso o sombreamento é avaliado no local, e o arranjo das placas é planejado para reduzir esse efeito.

O que fazer quando o telhado não tem a orientação ideal?

Quando o telhado não está voltado para o norte, usa-se a face disponível com melhor aproveitamento e, se necessário, distribui-se os módulos entre mais de uma água. Em telhados planos ou lajes, estruturas de fixação permitem definir a inclinação e a orientação dos módulos independentemente da superfície.

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